ROMANO NUNES CABELO

* desde sempre - Um diamante de raro brilho, que concentra luz própria. Emana calor e muita emoção com seis, doze ou dez cordas. Seu nome é Romano Nunes, nascido em Carlópolis. Cresceu por conta da música em Jacarezinho e amadureceu artisticamente em Curitiba onde chegou com sua guitarra elétrica e seus cabelos compridos herdando daí o apelido “Cabelo” como é conhecido até hoje. Exímio violonista e violeiro, domina com maestria e tem intimidade com estes instrumentos desde seus cinco anos de idade, quando já  emocionava a todos tocando “Abismo de Rosas” (A. Jeacomino/Canhoto ). Cabelo adapta-se facilmente a outros instrumentos de corda como guitarra havaiana, guitarra elétrica, cavaquinho. Improvisa uma única música em vários ritmos, seja Beatles em pop ou jazz, ou sai de clássicos de Villa Lobos para a bossa nova e da bossa  para tangos, boleros e flamencos. Mas, o mais instigante são suas composições próprias, emaranhadas de suaves melodias e ritmos regionais transformados em “erudito new age”.      

Seu CD teve o título de uma de suas composições, O Voo do Beija-Flor, música “guiada pela própria mão divina”. Estava ele, após um show beneficente em uma fazenda em Rolândia (norte do Paraná), tocando seu violão folk de 12 cordas, quando no meio da melodia, beija-flores começaram um lindo balé. Quanto mais velocidade alcançava, mais os belos pássaros sobrevoavam por cima de sua cabeça, e voavam muito próximo de seu ouvido. Inspiradíssimo começou a imitar estes, com suas cordas. Nascia aí o Voo do Beija-flor.


26 fev de 2015...Foram tantas notas, outros tantos acordes. Amigos, muitos e mais e sempre os amava. Novos projetos, novas viagens, novos sonhos, a família, a música, a vida, os acordes, as melodias, letras, cordas, ritmos e sempre ali, a música. Agradecido a Deus por ela, a musa, pela vida lúcida, calma e fervilhante. Um dia um amigo questionou: "para onde vão os passarinhos quando deixam de voar por aqui, na Terra"?? Creio que eles continuam a bater suas asas, respondo eu, pensando nesse pequeno, belo e delicado beija-flor que não conseguimos mais olhar, de tão rápido, desapareceu mas que deixou acordes e melodias e letras que estão por aqui, continuam a vibrar. Voa alto, voa tranquilo, jamais arrogante, simplesmente brilhante, João! Voa! (Eliane Bastos).



A CANCELA (Lucinda Prado/Cabelo)
Vou deixar a cancela aberta pra você entrar
Por uma estrada de estrelas que te guiara até meu coração
No por do sol, estarei desenhando notas musicais
Para uma Canção perfeita, que fale de nós dois.
Construiremos uma escada de flores para que a lua
Clareie nosso caminho de amor
Venha que a cancela abrirá no silêncio
Sem rangido, sem barulhos. 
Entre sem ruídos, sem medos, nem cismas 
Apenas por som, seu assobio 
Em canção que lembre afeto 
Ternura e bem-querer... 
Corra, suba na cancela
Vem cantar estrelas pra me acalentar.
                                                                          Vem contar estrelas pra me ninar.